

NÃO SOMOS TÃO MÍOPES
Sarcasmo
Pétalas em vertigem Desmortificação, assomo. Dias encavalados na noite Um só açoite Sem sela, sem tela Adentro, a cela. Arroubo Esvai-se na serrapilheira afetiva Inspira, enverga o traje Burila a vida... Mesquinha, infame, abjeta. Debalde e súbita fronte A exibir a cicatriz, o tempo Exsudação do caldo espesso Um brinde ao desvelo universal. O pároco, o comensal Sobre antenas parvas e mudas Resmunga, esporula E não comunga. É a exarcebação mentecapta Lida rasgada no estrume, no cume Montanha em assoalho oceânico Ósculo, medo e redenção.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 16/08/2025
Alterado em 16/08/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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