

MEL NOS OLHOS
Há de expandir
De corar o dia Ao bailar das ondas, das peles. Intenso o sol a beijar a alma Magnânimo A vida desmaiou e ressurgiu... Impávida! Poderemos singrar, sorver O cerne donde brotam rumores Mas qual? Importam-me as gaivotas. Toda a sorte de uma bruma macia A envolver as auras A interpelar pelos anseios... De encontrar a musa Deita-la, arrebata-la Maravilhar o oceano. Ensinar-nos-ão os átimos Ao fio das intenções, todas mudas. Incólumes. A beleza está nos meandros Quando os olhares se cuidam E a esperança renasce. Meu "eu" a trinar de prazer Na sinuosidade dos corpos Na autarquia do desejo. Enfim, a sós.
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 05/02/2026
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